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Curva ABC na precificação: como definir preços mais inteligentes no varejo de alimentos


No varejo de alimentos, nem todos os produtos têm a mesma importância para o resultado da empresa.

Alguns itens vendem todos os dias, atraem clientes e representam grande parte do faturamento. Outros possuem giro intermediário e ajudam a formar a cesta de compras. Há ainda produtos com pouca saída, mas que ocupam espaço, consomem capital e podem gerar perdas por vencimento.

Mesmo assim, muitas lojas utilizam a mesma lógica de precificação para todo o estoque:

custo do produto + percentual padrão de margem = preço de venda.

Esse método é simples, mas pode produzir preços inadequados.

Aplicar a mesma margem em todos os produtos pode deixar itens importantes mais caros que os concorrentes, reduzir o giro de mercadorias sensíveis a preço e esconder produtos que permanecem no estoque sem gerar retorno.

A Curva ABC ajuda o varejista a identificar quais produtos merecem mais atenção e permite criar uma política de preços baseada em relevância, giro, margem, concorrência e comportamento do consumidor.

O que é a Curva ABC?

A Curva ABC é uma técnica de classificação que organiza os produtos de acordo com sua participação em determinado resultado.

No varejo, ela pode ser calculada com base em diferentes indicadores:

  • faturamento;

  • quantidade vendida;

  • margem de contribuição;

  • lucro bruto;

  • valor investido em estoque;

  • frequência de vendas;

  • perdas;

  • combinação de mais de um indicador.

Em uma análise baseada no faturamento, os produtos são ordenados do maior para o menor valor vendido e separados em três grupos.

Classe A

Reúne uma pequena quantidade de produtos responsáveis por uma parcela elevada do resultado.

São normalmente itens de alto giro ou grande participação no faturamento.

Classe B

Contém produtos de importância intermediária.

Esses itens contribuem de maneira relevante, mas não possuem o mesmo peso dos produtos da Classe A.

Classe C

Abrange muitos produtos que, individualmente, representam uma parcela pequena do resultado.

Podem ser itens de baixa procura, produtos complementares, mercadorias sazonais ou cadastros que precisam ser revistos.

Uma referência frequentemente utilizada é:



Classe

Participação acumulada aproximada

A

Até 70% ou 80% do resultado

B

Faixa seguinte de aproximadamente 15% a 20%

C

Parcela final de aproximadamente 5% a 10%

Esses percentuais não são uma regra obrigatória. Cada comércio deve ajustar os limites conforme seu mix, porte e objetivo da análise.

A Curva ABC não deve ser analisada apenas pelo faturamento

Um produto pode vender muito e, ainda assim, gerar pouco lucro.

Imagine dois itens:

Produto

Faturamento mensal

Margem de contribuição

Arroz 5 kg

R$ 30.000

8%

Tempero especial

R$ 8.000

35%

O arroz provavelmente estará na Classe A pelo faturamento. Entretanto, sua margem pode ser pequena devido à concorrência e à sensibilidade do consumidor ao preço.

O tempero pode aparecer na Classe B ou C pelo faturamento, mas entregar uma contribuição proporcionalmente maior ao resultado.

Por isso, uma boa gestão deve produzir mais de uma Curva ABC:

  • ABC de faturamento;

  • ABC de quantidade;

  • ABC de margem;

  • ABC de lucro;

  • ABC de estoque;

  • ABC de perdas.

A comparação entre essas classificações oferece uma visão muito mais completa do negócio.

Como a Curva ABC ajuda na precificação

O preço não deve ser determinado apenas pelo custo.

Uma precificação eficiente precisa considerar:

  • relevância do produto;

  • frequência de compra;

  • comportamento do consumidor;

  • preço praticado pelos concorrentes;

  • elasticidade da demanda;

  • margem de contribuição;

  • giro;

  • validade;

  • perdas;

  • estoque disponível;

  • estratégia da categoria.

A Curva ABC indica onde cada decisão de preço pode produzir maior impacto.

Como precificar os produtos da Classe A

Os produtos da Classe A merecem acompanhamento constante porque pequenas alterações em seus preços podem afetar significativamente:

  • faturamento;

  • volume de vendas;

  • percepção de preço da loja;

  • fluxo de clientes;

  • margem total;

  • competitividade.

No varejo de alimentos, essa classe pode incluir:

  • arroz;

  • feijão;

  • leite;

  • café;

  • óleo;

  • açúcar;

  • carnes;

  • bebidas;

  • produtos de limpeza de grande procura;

  • itens promocionais recorrentes.

Esses produtos normalmente são conhecidos pelo consumidor, que consegue comparar preços entre estabelecimentos.

Estratégias recomendadas para a Classe A

  • acompanhar os preços da concorrência;

  • trabalhar com margens controladas;

  • revisar custos com frequência;

  • negociar melhores condições com fornecedores;

  • evitar rupturas;

  • limitar descontos sem autorização;

  • analisar o resultado por volume, e não apenas por unidade;

  • utilizar promoções para atrair fluxo;

  • monitorar perdas e quebras diariamente.

Um produto A não precisa necessariamente ter a maior margem percentual.

Em muitos casos, ele pode trabalhar com margem menor e compensar por meio do giro, do volume e da venda de itens complementares.

O risco está em reduzir o preço sem saber se a margem total da cesta consegue sustentar a estratégia.

Como precificar os produtos da Classe B

Os produtos da Classe B possuem importância intermediária e podem oferecer boas oportunidades para aumentar a rentabilidade.

Eles geralmente apresentam:

  • demanda regular;

  • menor comparação direta;

  • boa participação na cesta;

  • possibilidade de diferenciação;

  • margens mais flexíveis.

Estratégias recomendadas para a Classe B

  • testar ajustes moderados de margem;

  • criar vendas complementares;

  • montar kits e combos;

  • melhorar a exposição;

  • incentivar a migração para produtos mais rentáveis;

  • acompanhar o comportamento após mudanças de preço;

  • negociar descontos por volume;

  • transformar itens promissores em Classe A.

A Classe B também pode revelar produtos que estão crescendo e merecem mais espaço, compra ou divulgação.

Um acompanhamento mensal permite identificar itens que estão migrando de categoria.

Como precificar os produtos da Classe C

A Classe C exige atenção porque normalmente concentra grande quantidade de produtos com baixa participação individual no resultado.

Isso não significa que todos devam ser eliminados.

Alguns produtos C são importantes porque:

  • completam o sortimento;

  • atendem necessidades específicas;

  • possuem margem elevada;

  • diferenciam a loja;

  • fazem parte de uma compra maior;

  • são sazonais;

  • atendem clientes fiéis.

Entretanto, outros produtos C podem representar capital parado.

Estratégias recomendadas para a Classe C

  • analisar se o produto deve permanecer no mix;

  • reduzir quantidades compradas;

  • aumentar a margem quando houver baixa sensibilidade ao preço;

  • realizar promoções para liberar estoque;

  • criar combos com produtos A ou B;

  • revisar exposição;

  • negociar devolução ou troca com fornecedores;

  • evitar recompra automática;

  • controlar validade;

  • eliminar cadastros duplicados;

  • substituir mercadorias pouco rentáveis.

Um erro comum é aumentar indiscriminadamente a margem dos produtos C.

Se a baixa saída já ocorre porque o preço está elevado, um novo aumento pode piorar o giro e ampliar o risco de vencimento.

Antes de alterar o preço, é necessário entender por que o produto vende pouco.

Um produto C pode ser mais importante do que parece

Considere um carvão para churrasco vendido em um supermercado.

Durante boa parte da semana, sua participação no faturamento pode ser pequena. Entretanto, aos finais de semana ele pode estimular a compra de:

  • carnes;

  • bebidas;

  • gelo;

  • temperos;

  • descartáveis;

  • pão de alho.

Analisado isoladamente, o carvão pode parecer pouco relevante.

Analisado como parte da cesta, ele possui função estratégica.

Por isso, a Curva ABC não deve ser utilizada mecanicamente. Ela organiza os dados, mas a decisão final precisa considerar o papel comercial de cada item.

Curva ABC e margem de contribuição

Para precificar corretamente, é importante não confundir margem sobre o custo com margem sobre a venda.

Markup sobre o custo

Se um produto custa R$ 10,00 e recebe acréscimo de 30%, seu preço será:

R$ 10,00 + 30% = R$ 13,00.

Margem sobre a venda

Vendendo por R$ 13,00, o ganho bruto de R$ 3,00 representa aproximadamente 23,08% do preço final, e não 30%.

Essa diferença pode causar erros na análise da rentabilidade.

Além disso, o custo do produto não é a única saída financeira da operação. A empresa também pode ter:

  • tributos;

  • taxas de cartão;

  • comissões;

  • perdas;

  • embalagens;

  • frete;

  • custos variáveis;

  • descontos.

A margem de contribuição deve indicar quanto sobra da venda depois dos custos e despesas variáveis para pagar as despesas fixas e formar o lucro.




Exemplo prático de precificação pela Curva ABC

Considere três produtos de um mercado:

Indicador

Arroz

Molho especial

Biscoito importado

Classe por faturamento

A

B

C

Custo unitário

R$ 22,00

R$ 6,00

R$ 12,00

Preço atual

R$ 24,90

R$ 9,90

R$ 18,90

Giro

Alto

Médio

Baixo

Comparação pelo cliente

Alta

Média

Baixa

Risco de vencimento

Baixo

Médio

Alto

Arroz — Classe A

O produto é muito comparado e influencia a percepção de preço da loja.

A estratégia pode ser:

  • manter preço competitivo;

  • negociar melhor custo;

  • evitar ruptura;

  • usar o item para gerar fluxo;

  • recuperar margem na cesta complementar.

Molho especial — Classe B

Existe margem para trabalhar valor percebido.

A estratégia pode ser:

  • posicionar próximo às massas;

  • criar combo;

  • testar pequeno ajuste de preço;

  • destacar atributos;

  • estimular compra complementar.

Biscoito importado — Classe C

O giro é baixo e existe risco de vencimento.

A estratégia pode ser:

  • reduzir a compra;

  • reposicionar o produto;

  • realizar promoção;

  • oferecer em combo;

  • descontinuar se não gerar margem ou diferenciação.

A mesma margem padrão não seria adequada aos três casos.

Produtos perecíveis exigem uma Curva ABC específica

No varejo de alimentos, a precificação precisa considerar a validade e a velocidade de deterioração.

Isso é especialmente importante em:

  • hortifrúti;

  • açougue;

  • padaria;

  • frios;

  • laticínios;

  • congelados;

  • refeições prontas.

Um produto pode possuir margem elevada no cadastro, mas gerar prejuízo após:

  • quebras;

  • vencimentos;

  • sobras;

  • descontos para liquidação;

  • perda de peso;

  • descarte;

  • manipulação.

Por isso, além da Curva ABC de vendas, o varejista deve acompanhar a Curva ABC de perdas.

Um item A em perda precisa de ação imediata, porque sua relevância financeira amplia o impacto do problema.

Curva ABC e produtos geradores de tráfego

Alguns produtos não são precificados para maximizar a margem individual. Eles são utilizados para atrair clientes e fortalecer a percepção de preço do estabelecimento.

Esses itens são chamados frequentemente de produtos de destino, produtos chamariz ou geradores de tráfego.

Exemplos podem incluir:

  • leite;

  • cerveja;

  • carne;

  • arroz;

  • café;

  • óleo;

  • refrigerante;

  • fraldas;

  • produtos promocionais de grande procura.

A estratégia pode funcionar quando o cliente compra também outros produtos mais rentáveis.

Entretanto, reduzir o preço de itens A sem acompanhar a cesta média pode apenas diminuir o lucro.

O varejista precisa verificar:

  • quantos clientes foram atraídos;

  • quais itens compraram junto;

  • quanto aumentou o ticket;

  • quanto caiu a margem;

  • se houve ganho real no resultado.

A Curva ABC também melhora as compras

Precificação e estoque estão diretamente relacionados.

Produtos A exigem:

  • reposição frequente;

  • maior disponibilidade;

  • estoque de segurança;

  • acompanhamento diário;

  • negociação constante.

Produtos B exigem:

  • equilíbrio entre estoque e giro;

  • revisão periódica;

  • acompanhamento de tendências.

Produtos C exigem:

  • compras menores;

  • reposição sob demanda;

  • atenção ao capital parado;

  • controle rigoroso de validade.

Ao comprar melhor, a empresa reduz seu custo médio, diminui perdas e ganha espaço para praticar preços mais competitivos.

Resultados esperados com a aplicação da Curva ABC

Quando utilizada corretamente, a Curva ABC pode gerar resultados como:

Maior competitividade

A empresa concentra sua atenção nos produtos que mais influenciam a percepção de preço do consumidor.

Melhor margem

Os produtos recebem políticas de preço compatíveis com seu papel no negócio.

Redução de perdas

Itens de baixo giro ou próximos do vencimento são identificados com antecedência.

Estoque mais saudável

O capital é direcionado aos produtos com maior importância e velocidade de venda.

Menos rupturas

A empresa monitora de perto os produtos que sustentam o faturamento.

Promoções mais eficientes

As ofertas passam a ter objetivos claros: atrair fluxo, liberar estoque, aumentar a cesta ou recuperar clientes.

Maior giro

A precificação e as compras são ajustadas conforme o comportamento real das mercadorias.

Decisões baseadas em dados

O empresário deixa de alterar preços apenas por intuição ou por aplicação de um percentual fixo.

Quais indicadores devem ser acompanhados?

Uma gestão baseada na Curva ABC deve monitorar:

Indicador

O que revela

Faturamento

Participação do produto nas vendas

Quantidade vendida

Velocidade de saída

Margem de contribuição

Quanto sobra para a empresa

Lucro bruto

Resultado gerado pelo produto

Giro de estoque

Frequência de renovação

Cobertura

Quantos dias o estoque atual suporta

Ruptura

Perda de vendas por falta de mercadoria

Perda

Quebras, vencimentos e descartes

Desconto

Redução aplicada sobre o preço

Ticket associado

Produtos comprados em conjunto

Elasticidade

Reação da demanda às mudanças de preço

Nenhum desses indicadores deve ser analisado isoladamente.

Com que frequência a Curva ABC deve ser atualizada?

A classificação muda ao longo do tempo.

Um produto pode mudar de classe em razão de:

  • sazonalidade;

  • promoções;

  • entrada de concorrentes;

  • inflação;

  • mudança de hábitos;

  • datas comemorativas;

  • clima;

  • falta de estoque;

  • alteração de fornecedor;

  • lançamento de novas marcas.

Para produtos de alto giro, a atualização pode ser mensal ou até semanal.

Uma prática possível é:

  • Classe A: acompanhamento diário ou semanal;

  • Classe B: acompanhamento quinzenal ou mensal;

  • Classe C: revisão mensal ou trimestral.

A frequência deve ser compatível com a velocidade da operação.

Erros comuns ao utilizar a Curva ABC

Classificar somente pelo faturamento

Isso pode esconder produtos que vendem muito, mas geram pouca margem.

Aplicar margens automáticas por classe

A classificação orienta a decisão, mas não substitui a análise de custos, concorrência e elasticidade.

Ignorar produtos complementares

Um item de baixa venda pode gerar compras maiores.

Não considerar perdas

A margem cadastrada pode não representar o resultado real.

Manter a classificação por muito tempo

Produtos mudam de comportamento e precisam ser reavaliados.

Reduzir preço de todos os produtos A

Nem todo produto de alta relevância precisa ser vendido com margem pequena.

Aumentar preço de todos os produtos C

Baixa saída pode ser consequência do próprio preço elevado.

Confundir preço competitivo com menor preço

Competir não significa vender sempre mais barato. Significa oferecer uma relação coerente entre preço, conveniência, qualidade, atendimento e disponibilidade.

Como implantar a Curva ABC no varejo

1. Defina o período da análise

Utilize um período representativo, como os últimos três, seis ou doze meses.

Produtos sazonais podem exigir comparações com o mesmo período do ano anterior.

2. Escolha o indicador

Comece pelo faturamento, mas complemente com margem, quantidade e estoque.

3. Ordene os produtos

Organize os itens do maior para o menor resultado.

4. Calcule a participação acumulada

Verifique quanto cada produto representa no total e classifique as faixas A, B e C.

5. Analise as exceções

Considere itens sazonais, complementares, perecíveis e geradores de tráfego.

6. Defina políticas por classe

Estabeleça regras de preço, compra, estoque, promoção e revisão.

7. Acompanhe os resultados

Compare:

  • faturamento;

  • margem;

  • perdas;

  • giro;

  • estoque;

  • ticket;

  • lucratividade.

8. Atualize periodicamente

A Curva ABC deve acompanhar a realidade da loja, e não permanecer como um relatório estático.

Como o Órion ERP pode ajudar

O Órion ERP pode reunir as informações necessárias para classificar e acompanhar os produtos conforme:

  • faturamento;

  • quantidade vendida;

  • custo;

  • preço;

  • margem;

  • estoque;

  • giro;

  • departamento;

  • fornecedor;

  • período;

  • movimentação.

Com os dados centralizados, o varejista pode identificar:

  • produtos responsáveis pela maior parte do faturamento;

  • itens com boa venda e margem baixa;

  • mercadorias paradas;

  • produtos com excesso de estoque;

  • oportunidades de reajuste;

  • itens que precisam de promoção;

  • categorias que merecem negociação;

  • produtos que devem ser descontinuados.

A informação deixa de ficar separada entre caixa, estoque e compras.

Assim, a precificação passa a considerar o comportamento real de cada produto.

Conclusão

A Curva ABC não serve apenas para organizar o estoque.

Ela ajuda o varejista a entender quais produtos sustentam o faturamento, quais protegem a margem e quais consomem capital sem entregar o resultado esperado.

No varejo de alimentos, uma boa precificação precisa equilibrar:

  • preço competitivo;

  • margem;

  • giro;

  • validade;

  • perdas;

  • disponibilidade;

  • papel do produto na cesta;

  • percepção do consumidor.

Produtos diferentes exigem estratégias diferentes.

A Classe A demanda acompanhamento constante. A Classe B oferece oportunidades de crescimento e rentabilidade. A Classe C precisa ser analisada para decidir entre reposicionar, promover, reduzir a compra ou retirar do mix.

A pergunta deixa de ser:

“Qual margem devo aplicar em todos os produtos?”

E passa a ser:

“Qual é o papel de cada produto no resultado da minha loja e qual preço faz sentido para esse papel?”

Quando a Curva ABC é combinada com custos corretos, indicadores de margem e acompanhamento do mercado, a precificação deixa de ser uma simples aplicação de percentuais.

Ela se transforma em uma estratégia para vender melhor, reduzir perdas e aumentar a rentabilidade do varejo.

 
 
 

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