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Cartão próprio da loja: vale a pena oferecer descontos exclusivos?

24 de jul.
3 min de leitura

Atualizado: 25 de jul.


Oferecer um cartão com a marca da própria loja pode ser uma estratégia interessante para aumentar a frequência de compra, ampliar o ticket médio e criar benefícios exclusivos para clientes.

Mas existe um desafio: operar crédito por conta própria exige estrutura e envolve riscos.

Análise de crédito, definição de limites, cobrança, inadimplência, fraudes, atendimento e tecnologia são apenas alguns dos pontos que precisam ser administrados.

Uma alternativa para o varejista é criar um cartão próprio em parceria com uma instituição financeira ou instituição de pagamento autorizada.

Nesse modelo, a loja mantém sua identidade e pode oferecer benefícios comerciais, enquanto o parceiro assume parte da estrutura financeira da operação.


Como funciona?

Dependendo do modelo contratado, a instituição parceira pode ser responsável por:

  • análise e aprovação de crédito;

  • definição de limites;

  • emissão e administração do cartão;

  • processamento das compras;

  • cobrança e faturas;

  • prevenção a fraudes;

  • financiamento e parcelamento.

Isso permite que o varejista concentre seus esforços no relacionamento com o cliente e nas estratégias comerciais.

Mas é importante entender que a parceria não elimina todos os riscos.



Quem assume a inadimplência?

Essa é uma das primeiras perguntas que o varejista deve fazer antes de assinar um contrato.

Em alguns modelos, a instituição financeira assume o risco de crédito. Em outros, a loja pode compartilhar perdas, oferecer garantias ou assumir determinadas responsabilidades.

Por isso, o contrato deve esclarecer:

Quem fica com o prejuízo quando o cliente não paga?

Também é necessário verificar como funcionam estornos, fraudes, chargebacks, antecipação de recebíveis e prazos de repasse.

Quais são as vantagens para a loja?

A parceria pode reduzir a necessidade de investimento próprio em uma estrutura de crédito e diminuir a exposição direta à inadimplência.

Além disso, o varejista pode oferecer:

  • descontos exclusivos;

  • parcelamento;

  • cashback;

  • pontos e benefícios;

  • campanhas personalizadas;

  • condições especiais para clientes frequentes.

A instituição parceira também pode disponibilizar tecnologia para aprovação, segurança, processamento e gerenciamento das transações.

Assim, a loja pode utilizar o cartão como uma ferramenta de fidelização e relacionamento, sem necessariamente precisar construir toda a operação financeira internamente.

Mas atenção: vender mais não significa necessariamente lucrar mais

Imagine um produto vendido por R$ 100,00, com custo e despesas variáveis de R$ 75,00.

A margem de contribuição é de R$ 25,00.

Se a loja oferece 10% de desconto exclusivo para usuários do cartão, o preço cai para R$ 90,00 e a contribuição passa para R$ 15,00.

Se ainda existirem taxas pagas ao parceiro ou custos de campanhas, o resultado será menor.

Por isso, a empresa precisa acompanhar não apenas o faturamento, mas principalmente:

  • margem líquida;

  • ticket médio;

  • frequência de compra;

  • custo dos descontos;

  • taxas da parceria;

  • vendas realmente adicionais;

  • retenção dos clientes.

O objetivo não deve ser simplesmente vender mais, mas gerar mais resultado.

Como escolher o parceiro?

Antes de fechar uma parceria, o varejista deve avaliar:

Responsabilidade: quem assume inadimplência, fraude e chargebacks?

Custos: quais são as tarifas, comissões e custos de antecipação?

Tecnologia: existe integração com o ERP e o PDV?

Atendimento: quem atende o cliente em caso de problemas?

Dados: como as informações dos consumidores serão utilizadas e protegidas?

Continuidade: o que acontece com os cartões e clientes se a parceria terminar?

Também é importante verificar a regularidade da instituição e as responsabilidades de cada parte na operação.

Como o Órion ERP pode ajudar?

Uma estratégia de cartão próprio precisa estar integrada à gestão da empresa.

O Órion ERP pode apoiar o varejista no acompanhamento de informações como:

  • clientes e histórico de compras;

  • descontos e campanhas;

  • ticket médio;

  • frequência de compra;

  • margem;

  • formas de pagamento;

  • conciliação;

  • valores a receber;

  • desempenho das vendas.

Com essas informações, o empresário consegue avaliar se os clientes do cartão realmente compram mais, retornam com maior frequência e geram resultados melhores.

Conclusão

Criar um cartão próprio em parceria com uma instituição financeira pode ser uma alternativa para o varejista oferecer crédito e benefícios aos clientes sem assumir sozinho toda a complexidade da operação.

A parceria pode reduzir a exposição à inadimplência e diminuir a necessidade de uma estrutura própria de crédito.

Mas o sucesso depende de uma boa negociação, regras contratuais claras e acompanhamento dos resultados.

O melhor cartão não é necessariamente aquele que oferece o maior desconto. É aquele que aumenta o relacionamento com o cliente e gera resultado para a loja, preservando sua margem e seu caixa.

 
 
 

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